Uma Língua que Pouca Gente Queriam Saber

(This post is a Portuguese translation of an earlier post I wrote called: A Language Few Cared to Know. You can use this as reading practice for learning Portuguese, if you want, though it’s more for people who speak Portuguese, as well as an exercise in the language for me.)

Ter crescido nos Estados Unidos como filho de imigrantes tem-me presenteado circunstâncias únicas, particularmente com respeito à língua e à cultura.  Eu tinha crescido imerso em duas línguas diferentes, ao contrário da maioria das minhas colegas na escola primária e ainda no ensino médio.  Quando eu era pequeno, eu tinha um problema na fala que impedia-me a falar em frases completas. Quando os médicos diziam a meus pais que duas línguas confundir-me-iam, obviamente escolheram o inglês (aliás, esta noção que línguas múltiplas confundem às crianças é completamente falsa). Como resultado, o canarim foi virtualmente inexistente na minha infância. E foi como um nimbo-estrato, as pontadas de peso a bater-me.

Ainda que eu não podia falar o canarim bem, formava parte da minha vida. Meus pais usavam o canarim na casa para falar comigo, apesar do que eu quase sempre respondia no inglês. E quando eu tentava responder na minha língua materna, era miserável. Só depois de anos de prática heurística eu podia falar em canarim bastante bem. Isto concedido, eu ainda tenho problemas de ritmo quando falo, e uma tendência lamentável de falar demais rapidamente.  Embora, o projeto do Duolingo para o canarim tem-me ajudado a expandir o meu vocabulário e conhecimento da língua.

Ainda assim, o canarim é muito presente na minha vida. Quando criança, eu confundi palavras do canarim com palavras do inglês. Muitos dos meus amigos na escola falavam o tamil, telugu, bengali, ou gujarati. Os amigos da minha família falavam o hindi. Não havia muitas pessoas que falavam o canarim na minha vizinhança, exceto a minha família. Por isso, o canarim parece-me um pouco formal ou arcaico. No presente, eu tento do manter contato com a minha língua maternal o máximo possível, porque eu sou apaixonado pelo canarim para passá-lo aos meus filhos. Na Universidade da Nova Iorque, não há muitas pessoas que falam canarim, e por isso, eu falo-me para praticar.

No decorrer dos anos, eu tornei-me muito ciente da pouca demanda para o canarim. Eu aceito esta realidade, porque eu não posso cambiá-lo num instante. Mas isso não quer dizer que eu gosto desta situação. Nem sequer é que eu desejo que precisavem-se mais do canarim. Os meus amigos eram de lugares e nacionalidades diferentes, e por isso compartilhavam os seus costumes. Eu nunca tenho conhecido uma pessoa interessada no canarim, até como gesto polido. O canarim era uma língua que pouca gente queriam saber.

Eu parcialmente espero que este projeto de Duolingo ajudar para trazer percepção à comunidade de canarim. A juventude da comunidade nos Estados Unidos precisa desesperadamente do que o canarim seja modernizado, e precisa de oportunidades de falar com gente da sua idade. A falta destas oportunidades de falar com a nossa comunidade na nossa língua impede-nos. Por quê falariamos esta língua se não houvesse pessoas para praticar, e mesmo assim, em maneiras limitadas? Por exemplo, eu quase nunca falo da política no canarim, e por essa razão, o meu vocabulário sobre a política e virtualmente inexistente. Haveria muitos anglicismos, palavras que ainda um anglófono poderia entender. Poder discutir muitos temas diferentes com várias palavras ajuda a fazer que a língua seja mais útil. Pelo menos, eu acho assim.

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sr3934@nyu.edu

I’m a student studying at NYU, hoping to pursue a career in diplomatic services, and I’m obsessed with learning and teaching foreign languages.

I like to practice Taekwondo, enjoy Square Enix video games, and engage in Asian-American social activism and international political activism.